Tecla SAP – Um guia rápido pra destravar sua comunicação

Comunicar-se é uma arte que pressupõe a capacidade de selecionar, entre tantas expressões disponíveis, aquelas que traduzem de maneira inteligível e adequada, normas sociais que conduzem o comportamento em determinados encontros. Ou seja, é o processo de estabelecer diálogos onde dois ou mais interlocutores comunguem de signos e significados que lhes façam sentido. É falar e ser entendido, ouvir e entender, sacou?

A linguagem é então composta por mensagens e estas não são exclusivamente verbais, existem as não verbais também. Um bom exemplo disto é o App de mensagem mais usado no Brasil. Ele dispõe de recursos escritos, audiovisuais, auditivos e gráficos. Isso tudo para dar conta de expressar da maneira mais fidedigna possível a mensagem proposta por quem a envia, de maneira que ele seja compreendido. Quando você quer mandar uma mensagem pra alguém, mas percebe que de repente valendo-se apenas da palavra escrita pode soar grosseiro, você usa emojis fofinhos (muito eu fazer isto), ou lança mão do recurso de mensagem de voz, isso tudo para que sua ideia seja adequadamente compreendida. Viu? A linguagem é composta de vários elementos.


Com a pandemia, fomos atirados ao ambiente virtual face às restrições quanto à circulação de pessoas nas ruas. Nos vimos desbravando um território, até então para muitos desconhecido, inóspito e hostil. Tivemos de aprender na marra. Hoje, uma ano depois do boom de abertura de lojas virtuais, vemos que nem todos parecem ter aprendido as regras do jogo e continuam tateando no escuro sem obter resultados. Mas por quê? Bem, minha proposta aqui para vocês hoje é identificar possíveis erros na comunicação que têm levado você a andar em círculos sem chegar a lugar nenhum.


Primeiro: o Instagram é uma rede social!

É, parece óbvio, mas não é não. Alguns perfis do Instagram mais parecem catálogos de produtos. Gente, ninguém (e tô falando sem medo de errar na generalização) abre o Instagram e diz: “Oba, vou às compras!”. Não. Quando queremos comprar algo no mercado digital a gente acessa sites através de buscadores. A gente acessa o Instagram para ver coisas interessantes, belas imagens, fuxicar os perfis das celebridades, postar nossas melhores fotos e até stalkear crush (ah, para de fingir que não porque tu faz isso sim). Logo, eu posso até me interessar pela imagem de um produto que achei bacana, mas se for ao perfil e tiver só isto: produto, honestamente não me detenho. Tô em busca de algo que me agregue, que me traga algum valor. Quero consumir informação, gerar interatividade e trocas produtivas. Se o que você tiver pra me dar for só baseado pura e simplesmente numa relação comercial, então queridan, eu já fui.


Segundo: Ser ou não ser eis a questão. E quem é você?

Quem aí se lembra das aulas de Filosofia? Pois vamos até Platão pra buscar uma ideia. Para o filósofo grego, todo o conhecimento de que o homem precisava encontrava-se dentro de si. Assim, através da introspecção, do olhar para dentro de si seria possível alcançar “verdades absolutas”. Através do convívio cooperativo entre os indivíduos era possível refinar as ideias e perceber o que de valor se tinha para dar ou a receber. O diálogo seria então o princípio fundamental para o desenvolvimento humano. Percebe que para que se atinja o processo do diálogo é necessário antes de mais nada conhecer-se? E daí? Você se conhece? Qual a missão da sua marca? Qual a necessidade ela veio suprir? Qual a dor veio curar? É de suma importância que você tenha isto bem definido, porque é através disto que você compreenderá em qual universo está orbitando. Quais são os discursos, valores e cultura que sua marca apoia, dissemina e com quem ela irá estabelecer diálogos a fim de desenvolver-se.


Terceiro: Você sabe com quem está falando?

Você quer falar, mas conhece a sua audiência? Lembra-se do que eu falei mais acima sobre o processo pelo qual se estabelece a comunicação? Pois bem, para que haja interação é preciso que haja identificação, semelhanças. Os signos utilizados têm que fazer sentido para ambos, do contrário nenhum dos dois se fará entender ou entenderá. Assim, todos os esforços para comunicar-se serão vãos. Saca palavras ao vento? Portanto, é fundamental que você trace o seu público alvo. A interatividade se desenvolve a partir do momento em que há reconhecimento de afinidades. Aí a conversa flui sem esforço, sem forçação de barra.


Quarto: Conteúdo solto não gera resultado

Ok, você já se entendeu, já sabe com quem quer se relacionar. Beleza! Agora que você sabe quem é e para que/quem veio, é hora de se revelar ao mundo. Liste temas afins à cultura de sua marca e produza conteúdo a partir disto. Porém, não faça desordenadamente. É tipo fazer uma redação: coesão e coerência são fundamentais. Não dá pra querer falar sobre alegria e usar uma imagem melancólica. Escolha suas imagens criteriosamente (lembra-se do que eu falei sobre o motivo que leva as pessoas ao Instagram?). Imagens com boa resolução, na angulação correta, no ambiente correto, com a luz perfeita, afinal, as imagens também compõe a mensagem e a torna inteligível, então não dá pra descuidar. O marketing não vende, ele cria o ambiente propício para que a venda aconteça. É o ideal da família perfeita e não a margarina que está levando o cliente a consumir aquela determinada marca. É o desejo de “abrir a felicidade” e não necessariamente a sede que faz com que as pessoas consumam refrigerante.

Também não dá produzir aleatoriamente, tenha em mente que o feed deve contar uma história com início, meio e fim. Assim, não dá pra falar tudo ao mesmo tempo agora, você poderá matar o seu interlocutor de overdose de informações. Lembre-se: volume não garante resultado é a forma como você comunica que o faz. Dia desses, eu me vi seduzia pela comunicação incrível de determinado market place. Bastou uma foto para que eu me visse no site comprando uma sandália quando isto nem de longe estava nas minhas intenções (detalhe importante: a foto não era do produto era da atmosfera da marca). Saiba mesclar conteúdo e produto, o objetivo final de toda essa interação é a venda. Para tanto sua linguagem deve conscientizar sua audiência de que você é a pessoa certa.


Quinto: Você faz parte do show

Não a toa que os líderes de audiência tanto nos canais abertos quanto na TV por assinatura sejam os realitys shows. O a vida como ela é, os bastidores. É isso que atrai o público aos milhares para frente das telas, e faz com que acontecimentos da noite passada gerem discussões e figurem nos trend topics do dia seguinte. As pessoas gostam de se ver em quem está na TV, gostam de perceber que elas também vacilam, acordam descabeladas, se estressam, perdem o prumo, enfim, têm atitudes de um ser humano. As pessoas querem saber que existe vida humana por detrás daquela marca. Sim, elas querem te conhecer. Deixa de lado essa timidez e ponha a cara no sol. Stories, fotos usando seu produto (é por que se você não acredita naquilo que vende, como convencerá outros a acreditarem?), conte os perrengues de empreender no Brasil (ah, o povo adora isso!), mostre um pouco do seu processo criativo/produtivo, a logística de entrega... Aff, tem tanta história pra contar e tanto conteúdo a ser compartilhado, só depende de você sentar e se organizar. Vai por mim, isto gera muito engajamento.


Bem, elencamos alguns motivos que podem estar atravancando o caminho na sua comunicação. Pegue todas estas dicas e elabore uma estratégia de comunicação. Há muito trabalho a ser feito! Então, vamos lá: mãos à obra! Se estiver se sentindo sozinho e quiser apoio, acione a gente no direct e vamos conversar sobre como podemos somar com você.

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